quarta-feira, 4 de março de 2020
Livro do Certame "Rosalía de Castro"
quarta-feira, 13 de novembro de 2019
Abrindo a porta da memória
IN MEMORIAM
Poema dedicado a meu irmão Antonino.
Informes
amarelos repousam em arquivadores da memória
espalhados
abeirados por uma
inumação de crisântemos
que partem
enquanto aparecem
estalagmites nas meninas
nada fugidias
nada temporárias
Insistentes
atravessam o onirismo da
noite
confluem na interpretação
lacrimal
invasora, no ocaso
O
silêncio neste caso, semelha uma constante
a cordilheira anelada
a expectativa capaz de
lograr o equilíbrio
Não obstante
os pombos esquizoides
olham desde a repisa da janela
inermes, espreitantes
Digitalis purpurea
invadem a coluna vertebral
vestem-na de trepidas
heras
que deambulam pelos
prados da infância
As moscas, esse
complemento aborrecido do verão
que pousam na cara, nas
orelhas
Ah as odiosas!
Adormecem na
incredulidade
e aguardam a manifesta
declaração dos exaustos
que cruzam as estelas
tristes dos ausentes
sexta-feira, 20 de setembro de 2019
Accésit no Certame de Poesia: 20 Anos Casa Museo Diego de Giráldez
terça-feira, 30 de abril de 2019
O sábado Passado em Arte Lixo
Deixo aqui estes versos escritos no transcurso desse ato.
O mar sofre insuficiência respiratória
Languesce
preso nos plásticos:
angazos, adagas do capitalismo
Mar
placar das varadas almas
que vagam nos envoltórios assassinos
A água é de plástico
de plástico é o ar
As asfixiadas sereias choram
neste sepélio de naturas mortas
domingo, 31 de março de 2019
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