segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015
sábado, 20 de dezembro de 2014
Retenho-a nos olhos selados
A auga
alaga a raizame das árvores
as
galhas semelham tortuosos labirintos
que
medram
E eu em
baixo
tão
pequena
Doe-me o
pescoço de mirar para o alto
Aperto a imagem na retina
retenho-a nos olhos selados
quarta-feira, 1 de outubro de 2014
quinta-feira, 18 de setembro de 2014
A mulher da flor
![]() |
| Fragmento da obra "A mulher da flor" de Diego de Giráldez |
A
flor prende no cabelo lácio
escuro
luze
arrodeando a longa melena
com
uma cinta estreita
A
hábil pincelada atrapa a aura
da
margarida
e a
teia
apenas
cobre o equilíbrio da mama
Aparte
disso
comove
o olhar triste
baixo
as pálpebras
O
raizame estende-se no bosquejo
e
medro numa pose tímida
Semelho
uma pokahontas
apreixada
nos matizes terra
do
silêncio
Este poema pertence ao conjunto de poemas "O sonho da modelo"
quarta-feira, 27 de agosto de 2014
NUA
| Fragmento da obra de Diego de Giráldez |
As
raiolas dum sol imenso
atravessam
o entrelaçado tecido
do
chapéu azul
xurdem
intensas
aparecem
onde
o meu corpo nu, em supino
fica
dormido
e
aquecem linhas nas paragens inóspitas
na
pele
Sou
uma mulher abstraída
internada
na dualidade
imantada
no âmbito fusco, melancólico
Manifesta
no contundente traço
na
simetria perfeita co cosmos
Poema que pertence ao poemário O sonho da modelo
quinta-feira, 29 de maio de 2014
1º premio no II Certame de Poesía "Manuel María"
![]() |
que me perdo entre as memorias
Adoito mirar cara o bosque
e transfórmome nunha amoria
con sinais de peteiradas nas coxas
Cerro os ollos e ouzo, coma nun soño
o son dun peto entre os carballos
A Casa de Galicia en Gipuzkoa
Poema pertencente ao conxunto de poemas " O lánguido ocaso dunha dalia"
gañador do II Certame de Poesía en Lingua Galega "Manuel María".
Convocado por A Casa de Galicia en Gipuzkoa, 24 de maio-2014
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